PROGRAMA QUALIDADE NA RECEPÇÃO

CADASTRE-SE Lembrar senha


Manual de boas condutas no uso das redes sociais ou um pouco de “Netiqueta” (Parte 1)

No trabalho de consultoria de marketing que presto para consultórios e clínicas médicas, não é raro a ocorrência do diálogo abaixo:

MÉDICO: – E na nossa sala de espera, o que você acha que precisa ser mudado?

MÁRCIA WIRTH: – Tempo desocupado na sala de espera é percebido como tempo desperdiçado, mas o tempo ocupado é percebido como produtivo. “O pulo do gato” é fazer com que os pacientes se sintam produtivos enquanto esperam o atendimento. Com isso em mente, relacionamos algumas ideias sobre como melhorar a satisfação quando se trata de longas esperas: ofereça uma bebida quente, implante um painel de senhas, faça a assinatura de jornais e revistas, tire a TV da sala de espera e disponibilize um WI-FI apenas para o uso dos pacientes...

MÉDICO:Wi-Fi para os pacientes? Nunca! Meus funcionários irão passar o dia inteiro no Facebook e no Whatsapp... – retruca o médico e, em alguns casos, a gerente da clínica.

MÁRCIA WIRTH: – A conexão wi-fi confiável é um bônus agradável para os clientes que desejam checar um e-mail ou apenas navegar enquanto esperam o atendimento médico. E os pacientes estão acostumados com esse “pequeno luxo” em qualquer café da esquina. Como o seu consultório e/ou a sua clínica não oferece algo semelhante? Lembre-se que muitos pacientes preferem ler na sua própria tela, em seu laptop, tablet ou smartphone. É essencial ofertar uma senha para uso exclusivo dos pacientes com uma ótima conexão à Internet. Muitos consultórios e clínicas médicas ainda relutam em adotar essa prática, com medo de que seus funcionários se distraiam no trabalho e fiquem o dia todo navegando nas redes sociais… Uma preocupação completamente infundada, pois os funcionários já fazem isso, utilizando sua própria conexão 3G/4G de seus celulares particulares. Assim, não há mais motivos para não oferecer uma senha wi-fi aos pacientes.

O problema de ofertar ou não uma senha de wi-fi está relacionado a uma clara falta de informação dos profissionais de saúde em relação à Internet e especialmente às redes sociais. Muitas vezes, me deparo com situações absurdas onde a clínica investe na produção de vídeos para Youtube, mantém fanpages, blogs, websites, todos voltados para a comunicação com o público externo, sem envolvimento algum dos funcionários nesse processo. E mais! Já vi consultórios e clínicas onde os funcionários são terminantemente proibidos de entrar nos sites das redes sociais durante o horário de trabalho. Já me deparei também com consultórios/clínicas onde nem mesmo o acesso à internet, em seus próprios telefones particulares, é permitido aos funcionários.

Redes sociais são essencialmente plataformas de relacionamento. Não há como excluir os funcionários dos públicos de relacionamento da clínica. É preciso prepará-los para os desafios dessa nova prática social. Se quando estão sentadas, em seus postos de trabalho, as secretárias são “o cartão de visita” do consultório ou da clínica, por que quando estão no Facebook, elas não são mais?

Na segunda parte do texto “Manual de boas condutas no uso das redes sociais ou um pouco de Netiqueta”, confira algumas dicas para a atendente que deseja se tornar pró-ativa nas redes sociais e também para o médico que deseja educar melhor seu funcionário.


< VOLTAR

Últimas