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Em defesa das secretárias

Por Gabriela Lopes


Toda profissão reconhecida pelo Ministério do Trabalho possui uma entidade a frente da categoria em âmbito nacional. Neste sentido, as secretárias e recepcionistas encontra o respaldo da Federação Nacional de Secretárias e Secretários (Fenassec). Para falar sobre o panorama do secretariado no país e as habilidades necessárias para a atuação no segmento médico, entrevistamos a presidente da Fenassec, Maria Bernadete Lieuthier.

Quais são as atribuições das secretárias que atuam em hospitais, consultórios e clínicas?

Maria Bernadete Lieuthier – Podemos elencar como principais atributos:

1) Capacidade de articulação e comunicação eficaz com o público interno e externo, ou seja, intermediar os interesses entre os profissionais que atendem e seus fornecedores, clientes e demais relacionamentos;

2) Identificar e interpretar diretrizes do planejamento estratégico, tático e operacional da organização;

3) Utilizar raciocínio lógico, crítico e analítico para interpretar e encaminhar situações do expediente diário da organização;

4) Seguir os procedimentos de trabalho e prestar assessoria aos profissionais técnicos da organização;

5) Organizar e administrar os fluxos informacionais;

6) Utilizar instrumentos tecnológicos com habilidade, agilidade e racionalidade.

Quantos profissionais são associados à Federação? Quantos atuam no segmento de Saúde?

MBL – A estimativa é a de que somos em cerca de dois milhões de secretários no Brasil. Não sabemos precisar exatamente quantos secretários atuam no segmento Saúde, entretanto, afirmamos que em razão das habilidades e das especificidades da profissão, o secretário atua em todos os segmentos de mercado.

A profissão de secretária é predominantemente feminina. A que você atribui essa afirmação?

MBL – É visível a predominância feminina nos eventos da categoria, nas salas de aula dos cursos e na composição das próprias diretorias das entidades representativas. Acredito que os homens ainda não acordaram para o secretariado. Atualmente, cerca de 15% dos profissionais são compostos por homens no país.

Como se dá a participação dos secretários nessa área de atuação?

MBL – As competências exigidas são as mesmas para os secretários e secretárias. Não entendo que o perfil profissional seja ligado ao perfil por gênero, mas sim pelas características de personalidade que contribuem para o sucesso de um empreendimento. A área médica requer perfis críticos e analíticos, pois a atividade do secretariado exige avaliação, análise, triagem e identificação de alternativas de solução.

Qual a formação mínima indicada para quem deseja seguir a profissão?

MBL – A profissão é regulamentada pela Lei nº 7.377/85, alterada pela Lei 9.261/96 e a sua atuação está vinculada à formação em secretariado, seja em nível médio (técnico em secretariado), seja em nível superior/bacharelado (secretário executivo) e ter registro profissional. Logo, todo e qualquer profissional deve ter formação específica em secretariado e possuir registro profissional concedido pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego-SRTE.

Como você chegou à presidência da Fenassec?

Maria Bernadete Lieuthier – Grande parte de minha vida profissional atuei como secretária. Participava dos congressos e seminários da categoria. Estou no movimento sindical desde a minha filiação ao Sindicato das Secretárias de Pernambuco (Sinsepe). Quando ainda associada, representava o sindicato como delegada junto à Fenassec. Quando assumi a presidência do Sinsepe fui convidada pela presidente da Fenassec, a saudosa Leida Borba, para compor a sua diretoria como vice-presidente executiva. Alguns anos depois, com o afastamento dela da presidência, eu assumi interinamente, vindo posteriormente a ser eleita presidente.

De que forma você avalia o primeiro ano de sua gestão na Fenassec? Quais inovações a Federação teve neste período?

MBL – O primeiro ano foi de adaptação, estudos e planejamentos. Verificamos tudo o que foi feito ao longo da história do secretariado e a partir daí repensamos as necessidades da categoria. Nosso foco passou a estar na melhoria e no desenvolvimento de novas competências profissionais. Criamos fóruns nacional e regionais de debates, abrimos espaços para apresentação de trabalhos científicos, organizamos encontros de coordenadores e docentes, criamos a Revista Excelência e a página da Fenassec no Facebook, como parte integrante do plano de comunicação institucional. Além desses projetos desenvolvemos ações coordenadas e planejadas para manter a qualidade dos cursos de formação e reverter a decisão da Secretaria da Educação Superior/MEC, em extinguir o curso de Secretariado Executivo, com êxito na ação e publicação nos referenciais curriculares nacionais.

Quais são os principais projetos da Fenassec até 2017, ano em que se encerra a sua gestão?

MBL – Criar os sindicatos do Acre, Rondônia, Tocantins e Goiás e revitalizar os sindicatos existentes; Atualizar a Lei de Regulamentação da Profissão e realizar o grande sonho da categoria, que é a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Secretariado.


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