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Pesquisador da USP cria protocolo para hérnia abdominal que pode reduzir filas

Estudo realizado por pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) com pacientes com diagnóstico de hérnia de parede abdominal (HPA) mostra que, se devidamente encaminhados mediante protocolos clínicos e de regulação, eles poderiam receber tratamento mais rápido, o que contribuiria para redução das listas de espera para a cirurgia, riscos pós-operatórios e custos para os doentes e para o sistema de saúde.

Orientado pelo professor José Sebastião dos Santos, o médico Daniel Martone analisou informações do Centro de Processamento de Dados Hospitalares (CPDH) do Departamento de Medicina Social da FMRP e do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) do Ministério da Saúde, quanto ao tipo de hospital utilizado para o tratamento de HPA, de junho de 2012 a junho de 2014.

Os pesquisadores verificaram que as condições clínicas e sociais desses pacientes, somadas às características anatômicas das hérnias abdominais que apresentavam, frequentemente, eram desconsiderados no processo de ordenação do acesso ao tipo de hospital para o tratamento.

O professor Sebastião destacou que a tarefa de identificar com precisão as características clínicas da doença e do doente cabe aos médicos, que realizam o primeiro atendimento dos pacientes, mas a atribuição de ordenar o acesso ao serviço de saúde mais apropriado para o tratamento é dos gestores do Sistema Único de Saúde, por meio da “regulação da assistência”.

Com esses dados, o médico Daniel Martone elaborou protocolo clínico de acesso, onde essas questões devem ser levadas em conta, para o melhor encaminhamento dos pacientes no âmbito da rede de saúde. O protocolo foi aplicado em auditoria dos prontuários de 255 pacientes em lista de espera para cirurgia no Hospital das Clínicas da FMRP (HC-FMRP) e, rapidamente, foram excluídos 77 (30%) dos pacientes em lista de espera, em função de falecimento, desistência do tratamento ou feito em outros serviços ou falta de condições clínicas para cirurgia.

Fonte: Universidade de São Paulo (USP)

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